30 agosto, 2013

Eu, ele e as velhinhas

Ontem, enquanto aguardávamos na fila da caixa de um supermercado a senhora que estava a seguir a nós começa a rabujar pelo tamanho da fila. Já tinha estado noutra fila e passou para a nossa na ilusão que a fila iria avançar mais rapidamente. A fila corria ao seu ritmo, sem grandes demoras nem ritmos apressados. Ainda pensei em deixa-la passar à frente, nós tínhamos 3 produtos no carrinho e ela uma quantidade muito superior. Depois achei que não tinha assim tanta idade e no meio dos meus pensamentos, oiça a senhora a dizer que não tinha pressa nenhuma só não gosta de estar à espera em filas.

Ora bem, pois … também não conheço ninguém que goste! Deixei-me ficar caladinha e a senhora lá continua a sua lenga lenga, o (meu) homem mostra alguma empatia pela senhora e começam uma conversa de circunstância.

O que se vem a provar que a pseudo pressa não é mais que um desbloqueador de conversa, já outro dia numa fila de apoio a cliente tivemos uma experiência semelhante. E começa ali uma conversa animada entre o homem e as velhinhas. Eu fico a assistir com um sorriso de circunstância.

É importante salientar que estas situações só acontecem quando eu e o homem estamos juntos, vêm-nos ali como um alvo fácil para passar um bom momento numa fila de espera. Claro que o foco é sempre o homem, mas o facto de estar acompanhado dá uma certa confiança à abordagem, na verdade está ali um homem de bem e já habituado a ouvir uns desabafos. Posto isto, é só escolher o assunto, que pode variar entre as notícias do dia (os incêndios foram uns dos temas ontem discutidos), a crise (tema seguinte), os tempos de antigamente (mais um) e para não parecer uma tertúlia voltar ao tema inicial: o desespero que pode ser ir ao supermercado!


Velhinhas deste país, vocês sabem-na toda mas eu já vos topei :) 

Sem comentários:

Enviar um comentário